História

Remonta ao ano de 1820 a fundação da 1ª Filarmónica desta cidade com o nome de Filarmónica 28 de Setembro, e segundo dados da época teve como seu regente o maestro António Homem de Sá Correia.

Em 1870, com o nome de Filarmónica Progressista, foi seu regente Joaquim Ferraz Macedo, e mais tarde Manuel Gomes Pais.

Passou esta Filarmónica por dissidências e crises várias, sobretudo motivadas pela emigração, reduzindo-se o número de executantes. Por cerca de 1918, José Rodrigues de Lemos fundou o teatro Alves Mateus e com a colaboração de José Soares Loureiro foi organizado um conjunto para esse teatro com os poucos executantes da 1º de Maio.

Após o falecimento do regente Manuel Pais, os Srs. João Ferreira Onofre e António Rodrigues da Costa, tomaram a iniciativa em 1918 de fazer reviver a 1º de Maio convidando para seu regente o então Padre de Óvoa, Joaquim Ferreira Mendonça.

Por volta de 1939 começou um período áureo sobre a regência do maestro Augusto Florêncio de Campos. Alguns dos executantes de então foram baluartes da referida Filarmónica: António Benito Ramos, José Rodrigues Costa, Sidónio Marques da Costa, Trajano Ribeiro Coelho, Afonso Neves e Luís Duarte Figueiredo.

Em 1942 nova crise, motivada pela 2ª Guerra Mundial e emigração, fez com que a Filarmónica estivesse parada até ao ano de 1952. Nesse ano, um grupo de executantes apresentaram novos músicos por si ensinados e com José de Sousa Franco, proposto para regente da Filarmónica, fizeram ressurgir esta Filarmónica, agora com o nome de Filarmónica de Santa Comba Dão.

Começou então um período prosperidade e engrandecimento para o qual contribuiu a sabedoria, competência e amor pela arte, do saudoso Franco, que veio a falecer em 1967. Foi então pedida a colaboração do regente João Carlos.

No dia 31 de Março de 1971, assumiu a presidência da colectividade o grande impulsionador contemporâneo da arte desta cidade, David Oliveira, cuja primeira preocupação foi solicitar a cedência, a título gratuito, do café Arcada. Mais tarde a sua sede passou a funcionar no antigo posto da GNR, instalações que viriam a ser compradas pela Filarmónica de Santa Comba Dão em 4 de Outubro de 1980 (por 800 mil escudos) sob a presidência de Sérgio Costa.

Na década seguinte, a Filarmónica foi renovada com a presença de jovens executantes e com um novo espírito, fruto da aposta da direcção presidida por Carlos Mota. Este teve o mérito de se dedicar à restauração da actual sede (inaugurada em 01-01-2001) e à criação da Escola de Música, juntamente com o maestro Adriano Matias, posteriormente substituído por Luís Fortuna e Vítor Gonçalves.

Actualmente a Filarmónica de Santa Comba Dão apresenta um registo de modernidade e visão estratégica traduzida na qualidade da sua Escola de Música. Em 2006, a direcção da Filarmónica, presidida por Carlos Viegas e seu maestro Sérgio Neves apostaram num ensino mais exigente, contratando para isso professores profissionais, especializados em cada instrumento. Foram também criados grupos de Música de Câmara, como a Banda Juvenil (constituída por alunos da escola que ainda não ingressaram na Filarmónica), Orquestra Orff e Enssemble de Percussão.

Já em 2013, e com a entrada da nova Direcção presidida por António Varela, a Filarmónica de Santa Comba Dão optimizou e recondicionou alguns dos seus espaços permitindo desta forma incrementar e dinamizar a Escola de Música. A Filarmónica de Santa Comba Dão contava naquela data com cerca de 50 elementos na banda principal, 25 elementos do Coro e uma Escola de Música constituída por 55 crianças, contando hoje com 67 elementos na Banda principal, 35 elementos no Coro e 65 alunas e alunos na Escola de Música, dos quais 47 participam na Banda juvenil da Escola.

Atualmente e desde 2016, a atual Direção da Filarmónica impulsionou as principais atividades da Escola de música, do Coro da Filarmónica, entretanto designado “Magnus D’Óm”, inspirando-se por referência à Filarmónica de Santa Comba Dão, à comunidade, à região e ao país, capacitando-as e promovendo uma lógica de interação e proeminência das suas atividades e da sua ação com as atividades e missão da Banda Filarmónica no âmbito dos estatutos e da história centenária da Filarmónica de Santa Comba Dão na projeção futura de um passado grandioso na música, com uma visão de modernidade e singularidade da comunidade de que faz parte.

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