NAS COMEMORAÇÕES DO SEU 197.º ANIVERSÁRIO

A Filarmónica de Santa Comba Dão celebrou no passado sábado, dia 30 de setembro, o seu 197.º aniversário. 197 anos, desde a data da sua fundação em 28 de setembro de 1820.

Foi com satisfação e orgulho que celebrou esta data, então com o nome de Filarmónica 28 de Setembro, e o intenso trabalho deste verão passado, com os músicos da Banda Filarmónica e com o seu Maestro Cláudio Ferrreira, mas lembrando também o trabalho de todas as meninas e meninos da Escola de música e da sua Banda juvenil, todos os coralistas Magnus D´Om, maestros, professores, sócios, dirigentes, amigos e benfeitores atuais, e de todos aqueles que, desde a data da sua fundação, fizeram o nome da Filarmónica crescer e foram recordardos na na missa que ofereceu para descanso das suas almas, unidas pela Filarmónica ao longo dos tempos.

A missa foi presidida pelo Senhor Padre Casal, acolitada, assistida e cantada por músicos da Filarmónica, assim como a oração dos fieis, tendo as leituras do evangelho sido feitas por pessoas, também elas membros da Filarmónica no Coro e nos órgãos sociais, e onde podemos assistir ao desenrolar da celebração em momentos de singular beleza e devoção, com as muitas pessoas presentes que se associaram e quiseram participar nas celebrações.

Iniciadas com a missa às 19:00 horas, no Largo Dr. Salazar, as atividades prolongaram-se, após o final da missa e do lanche ajantarado que se seguiu, muito bem servido num espaço apropriado a serviço de refeições, localizado nas proximidades, com o tradicional concerto de verão que congrega as comemorações do aniversário da Filarmónica em sinal de gratidão, homenagem, bênção e agradecimento aos fundadores, seguidores, e a todos aqueles que ainda se mantêm na memória, porque seguiram os seus passos, passando o testemunho da história a todos aqueles que hoje fazem parte desta grande Filarmónica que procura prosseguir a força dos seus exemplos.

O progresso ficará assim assegurado. É disso prova o nome que adoptou em 1870, Filarmónica Progressista, e, depois, mais tarde, Filarmónica 1.º de Maio, em 1918. Cresceu, com um período de interregno entre 1942 e 1952, motivado pela 2ª Guerra Mundial e emigração, que fez com que Filarmónica estivesse inativa, até surgir em pleno em 1952, com a grandiosidade do nome que hoje ostenta: Filarmónica de Santa Comba Dão, sendo a vigésima quarta mais antiga do país e a terceira no distrito de Viseu, atrás da Sociedade Filarmónica de Lalim, de Lamego e da Sociedade Filarmónica de Mões, em Castro Daire.

À 21:00 horas seguiu-se o maravilhoso concerto proporcionado pela Banda Filarmónica, que apresentou um repertório distribuído por peças que percorreram o soul e a bossa nova, o classicismo rigoroso do caracter épico de compositores norte americanos contemporâneos dos anos 70, os êxitos pop da música norte americana deste período, obras modernas de alguns compositores clássicos portugueses e brasileiros, e que se desenvolveram com a apresentação e explicação introdutórias por elemento da própria Banda que, assim, ía guiando o público presente num espetáculo sublime de magistral desempenho e encanto, também pela jovialidade dos músicos executantes.

Foi dia de festa e de celebração, mas também dia de agradecer a todos.

A todas as pessoas atrás reverenciadas, em especial à Banda pelo maravilhoso concerto, à Paróquia que acolheu a celebração e a eucaristia, a todos os presentes que associaram à Filarmónica, em dia tão importante, aos que partilharam o bolo de aniversário que foi servido no final do concerto a quem estava presente, e a todas as pessoas e entidades, que são muitas, que com a sua generosidade, empenho e ajuda, contribuíram e contribuem para que a Filarmónica possa desenvolver o seu trabalho de excelência nas melhores condições de poder dignificar a sua matriz fundadora: a todos unir através da música.

E crescer com sacrifício, amor e disciplina.

Sempre.

 

Bem hajam.

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